Obra · Atlas NEXO
Original: Revolution at Point Zero: Housework, Reproduction, and Feminist Struggle
Coletânea que reúne os ensaios centrais de Federici sobre trabalho doméstico, reprodução social e a campanha Wages for Housework: o núcleo teórico e político de toda a sua obra.
Contexto histórico
Os ensaios mais antigos, 'Wages Against Housework' e 'Counterplanning from the Kitchen', foram escritos no calor da campanha internacional por salário para o trabalho doméstico, cofundada por Federici, Mariarosa Dalla Costa e Selma James. A campanha mobilizou coletivos feministas em dezenas de países ao longo dos anos 1970. Os textos posteriores dialogam com os movimentos antiglobalização dos anos 1990 e 2000 e com as lutas das mulheres do Sul Global. A edição brasileira pela Elefante (2019) inseriu esses textos no debate sobre trabalho de cuidado que tomou a agenda pública brasileira após as reformas trabalhistas de 2017 e se intensificou durante a pandemia de Covid-19.
Argumentos centrais
O livro reúne escritos produzidos entre 1975 e 2010 que constituem o núcleo teórico e político do projeto de Federici. Inclui 'Wages Against Housework' (1975), 'Counterplanning from the Kitchen' (1975, com Nicole Cox) e ensaios posteriores sobre reprodução social, globalização e luta feminista.
A tese central percorre todos os textos: o trabalho doméstico e reprodutivo das mulheres não é uma ajuda ao capitalismo, é o que o sustenta. Toda a jornada laboral do trabalhador assalariado é possível porque alguém cozinhou, limpou, cuidou de crianças e doentes, gerou e educou a próxima geração de trabalhadores. Esse trabalho não recebe salário e é tratado como expressão natural do amor feminino.
Federici desmonta essa naturalização. O amor, aqui, não é um dado biológico. É o nome que o capitalismo dá à exploração não remunerada. Tornar esse trabalho visível, nomear a exploração que ele encobre, é o primeiro ato político da luta feminista materialista.
Conceitos relacionados
Por que importa hoje
Este é o livro de entrada para qualquer educador que queira compreender o feminismo materialista. Diferentemente de abordagens centradas em identidade, Federici parte do trabalho concreto: o que as mãos fazem, quem limpa, quem cozinha, quem cuida. Para a educação ambiental crítica, isso importa porque o trabalho de reprodução da vida é também o trabalho de reprodução dos ecossistemas. Cuidar de crianças e cuidar de um rio partem do mesmo gesto político. Os textos reunidos aqui oferecem uma linguagem rigorosa para o que muitos professores percebem intuitivamente, mas ainda não sabem nomear.
Obras relacionadas no Atlas
Situação jurídica do acesso
Todos os direitos reservados
Edição brasileira: Elefante Editora, 2019. Tradução: Vivian Niko Hashimoto e Cláudia Tauceda. Não disponível em acervo público em português. Disponível em livrarias.
Como acessar
Comprar edição brasileira
Disponível em livrarias físicas e virtuais. ISBN: 978-65-993528-3-4.