A promessa de conciliar crescimento econômico e proteção ambiental sem tocar na lógica de acumulação: uma falsa solução.
Capitalismo Verde, também chamado de 'economia verde', é a tentativa de conciliar o crescimento econômico contínuo com a proteção ambiental, apostando em tecnologia limpa, mercados de carbono e na ideia de 'desenvolvimento sustentável'. Promete resolver a crise ecológica sem alterar o modelo de produção que a gera.
A crítica marxista e ecossocialista mostra que esse 'esverdeamento' não questiona os fundamentos do capitalismo. Ele financeiriza a natureza, transforma florestas e comunidades tradicionais em 'prestadores de serviços ambientais' e amplia a apropriação de recursos. Como argumentam Araújo e Silva (2012), trata-se de privatização da natureza acompanhada de violações de direitos, que não aparecem nos relatórios de sustentabilidade das grandes empresas.
Na escola, a versão cotidiana dessa lógica é a reciclagem tratada como solução, a compensação de carbono e os selos de sustentabilidade: medidas que deslocam a responsabilidade para o indivíduo e mantêm intacta a estrutura que produz a degradação. No NEXO, o capitalismo verde é o principal alvo da crítica do ecossocialismo e da Educação Ambiental Crítica.