A utilidade concreta de uma coisa, aquilo que ela serve para fazer. A face palpável da mercadoria, ligada às suas propriedades materiais.
Verbete por Laís Machado Ribeiro Luz
O valor de uso é a utilidade de um objeto, a sua capacidade de satisfazer uma necessidade humana, seja ela do estômago ou da imaginação. Está preso às propriedades materiais e concretas da coisa: o pão alimenta, o casaco aquece, o caderno guarda o que se anota. Sem ser útil para alguém, nada se torna mercadoria. O valor de uso só se realiza no consumo, no uso efetivo da coisa, e é por isso a face mais visível e cotidiana da mercadoria.
Marx faz uma observação decisiva: valores de uso são qualitativamente diferentes e, por isso, não se comparam entre si. Não há como medir quanto aquecer vale em relação a alimentar. Essa incomparabilidade é justamente o que obriga a procurar, por trás da utilidade, outra coisa que torne as mercadorias trocáveis, e essa outra coisa é o valor. O valor de uso é produzido pelo trabalho concreto, a forma específica e útil de trabalhar. No NEXO, conversa com mercadoria, valor e trabalho concreto.