O equivalente geral consolidado: mede valores, faz circular as mercadorias e pode ser entesourado.
Verbete por Laís Machado Ribeiro Luz
O dinheiro é a forma acabada da expressão de valor, a mercadoria que passou a ocupar, de modo exclusivo, o lugar de equivalente geral. Ele não é uma convenção arbitrária nem uma simples ficha de troca: é o resultado do desenvolvimento da forma de valor, quando uma mercadoria específica, historicamente o ouro, passa a medir o valor de todas as outras. Marx descreve suas funções: medida de valores, meio de circulação que faz as mercadorias trocarem de mãos no ciclo M-D-M, vender para comprar, e reserva que pode ser entesourada.
O dinheiro torna a circulação fluida, mas também esconde a própria origem. Por aparecer como poder universal de compra, ele faz parecer que o valor é uma propriedade do dinheiro, e não do trabalho que está por trás dele. É no dinheiro que o fetichismo da mercadoria atinge a sua forma mais brilhante. E é a partir do ciclo D-M-D, comprar para vender por mais, que Marx abrirá a análise do capital. No NEXO, conecta forma de valor, mercadoria e fetichismo da mercadoria.